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Cará-do-ar: tubérculos aéreos comestíveis e as variedades amargas que não devem ser comidas

O cará-do-ar produz tubérculos nas axilas das folhas, mas a Embrapa alerta para variedades escuras e cascudas, amargas e com substâncias tóxicas. Veja como identificar, plantar e conservar.

Tubérculos aéreos de cará-do-ar

Imagine um “batata” que nasce pendurada no galho. O cará-do-ar é uma trepadeira que produz tubérculos nas axilas das folhas, em formato de moela ou de borboleta. É fácil de cultivar e rende bem, mas tem um ponto que precisa vir antes de qualquer receita: nem toda planta dessa espécie é boa para comer.

Um aviso de método: este guia se baseia numa ficha técnica da Embrapa Hortaliças, lida na íntegra, que descreve o cultivo em canteiro e em campo. Quando o texto adapta algo para vaso ou varanda, isso aparece marcado como inferência, e não como dado da fonte.

Quem é

Dioscorea bulbifera, família Dioscoreaceae, a mesma dos carás. Trepadeira de caule herbáceo e cilíndrico, folhas em coração de 12 a 18 cm e cachos longos de flores brancas. Os tubérculos aéreos surgem nas axilas das folhas, globulares ou “alados”, e podem pesar de 50 a 600 g. Segundo a Embrapa, é nativa do oeste da África e da Ásia tropical, mas está bem disseminada no Brasil, muitas vezes como planta espontânea. Nomes populares: cará-moela, cará-tramela e cará-borboleta.

O alerta: variedades escuras e cascudas

A ficha é explícita: existem variedades escuras e de aspecto cascudo que não são recomendadas para alimentação humana, por causa do paladar amargo e da presença de substâncias tóxicas. Também registra variação na cor interna dos tubérculos comestíveis, do branco e amarelado a tons arroxeados.

Na prática (inferência): só consuma tubérculos de planta com origem conhecida, de quem já cultiva para comer. Tubérculo escuro, de casca grossa e áspera, ou de sabor amargo, não deve ser consumido. Em caso de dúvida, não coma.

Detalhe dos tubérculos aéreos do cará-do-ar
Foto: Sridhar Rao / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. página da foto.

Plantio

  • em clima quente com água, plantio o ano todo; em clima ameno com inverno frio ou seco, na primavera, de setembro a novembro;
  • adapta-se a vários tipos de solo;
  • propagação por tubérculos aéreos de tamanho médio: os menores de 2 cm têm pouca reserva e crescem muito devagar, e os maiores ficam para consumo;
  • no campo, condução em espaldeira ou parreiral, com 2 a 3 m entre linhas e 2 m entre plantas.

Na varanda (inferência): é uma trepadeira vigorosa. Vaso grande e uma estrutura firme para subir.

Colheita e conservação

A partir de 4 meses após o plantio, quando os tubérculos passam de 10 cm e se soltam da planta e caem. Duram de 2 a 4 meses em local seco e arejado; em lugar úmido, brotam logo e devem ser plantados. O tubérculo subterrâneo também é comestível, mas é rugoso e demora mais a cozinhar.

É fonte de carboidrato, com 6% a 8% de proteína na matéria seca. Substitui a batata em refogados, cozidos, frituras, sopas e pães. A ficha traz um cará-do-ar com carne moída, cozido em fogo baixo por cerca de 10 minutos.

Perguntas frequentes

Todo cará-do-ar é comestível?
Não. A Embrapa alerta para variedades escuras e cascudas, amargas e com substâncias tóxicas.

Quando está pronto?
Quando o tubérculo passa de 10 cm e se solta sozinho da planta.

Qual tubérculo usar para plantar?
Os médios. Os menores de 2 cm crescem muito devagar.

Fontes

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Equipe Varanda Nativa

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