Plantas nativas brasileiras para varandas e apartamentosGuias com fonte citada • leitura gratuita

Almeirão-de-árvore: a folhosa de até 2 metros que se colhe de baixo para cima

O almeirão-de-árvore (Lactuca canadensis) chega a 2 m, segue comestível mesmo depois de florescer e deve ser colhido de baixo para cima, deixando 3 ou 4 folhas. Veja o manejo da Embrapa.

Almeirão-de-árvore (Lactuca canadensis)

Parece alface que esqueceu de parar de crescer. O almeirão-de-árvore é do mesmo gênero da alface, mas sobe até dois metros, e a variedade de nervura roxa é tão bonita que serve de ornamental. É comum em quintais, muitas vezes nascendo sozinho de sementes que caíram no chão.

Um aviso de método: este guia se baseia numa ficha técnica da Embrapa Hortaliças, lida na íntegra, que descreve o cultivo em canteiro e em campo. Quando o texto adapta algo para vaso ou varanda, isso aparece marcado como inferência, e não como dado da fonte.

Quem é

Lactuca canadensis, família Asteraceae. Planta anual, ereta e vigorosa, que pode atingir 2,0 m. Segundo a Embrapa, é nativa da América do Norte, onde costuma ser vista como invasora, mas é encontrada de norte a sul do Brasil, e possivelmente é aqui que tem mais uso. As folhas são lanceoladas, verde-claras lisas ou com nervuras roxas. Flores amarelas e sementes pretas. Nomes populares: almeirão-roxo e almeirão-do-mato.

A diferença em relação à alface: mesmo depois que a haste floral sobe, as folhas continuam podendo ser consumidas, o que normalmente não acontece com a alface.

Clima e solo

Adapta-se a vários tipos de solo, desde que bem drenados, não compactados e com bom teor de matéria orgânica. Em clima ameno, planta-se o ano todo; em regiões quentes, com média acima de 25 °C, de março a outubro. Em geral, a Embrapa recomenda os períodos menos quentes.

Folhas de almeirão-de-árvore
Foto: NPS/Boston Photo Imaging / Wikimedia Commons, Public domain. página da foto.

Plantio

  • por sementes, com mudas em sementeira, copinhos de jornal ou bandejas;
  • transplante para canteiro com espaçamento de 30 a 40 cm;
  • em hortas caseiras, aproveitar as plantas espontâneas e escolher as mais vigorosas para dar semente.

Em vaso (inferência): por causa da altura, vaso fundo, lugar protegido do vento forte e, se a haste floral subir muito, um tutor.

A colheita certa: de baixo para cima

Começa 60 a 70 dias após o transplante, quando as folhas têm 20 a 30 cm, tenras e sem pontos escuros. A regra da ficha: retirar as folhas de baixo para cima, mantendo pelo menos 3 ou 4 folhas por planta para ela se recuperar. Assim a colheita dura semanas ou meses.

Conservação e uso

As folhas são ricas em potássio e cálcio, com 18% de proteína e 30% de fibras em base seca. Fora da geladeira, devem ficar com a base numa vasilha com água, em local fresco; na geladeira, duram cerca de três dias. Folhas de plantas novas podem ser comidas cruas; o mais comum é refogar. A receita da ficha é uma farofa: cinco folhas em tiras refogadas no alho por até três minutos, dois ovos e farinha de milho.

Perguntas frequentes

Florou. Ainda dá para comer?
Sim. A Embrapa diz que as folhas podem ser consumidas mesmo após a emissão da haste floral.

Quantas folhas deixar?
Pelo menos 3 ou 4 por planta.

É amargo?
As folhas de plantas novas são mais suaves e saborosas, segundo a ficha.

Fontes

Artigos relacionados

LE
Equipe Varanda Nativa

Conteúdo preparado com foco em clareza, utilidade e consulta a fontes reconhecidas. Veja nossa Política Editorial para conhecer o processo.

Plataforma de Gestão de Consentimento by Real Cookie Banner