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Maxixe-do-reino: a trepadeira milenar dos Andes que pode produzir até 200 frutos por planta

O maxixe-do-reino (Cyclanthera pedata) aparece em cerâmicas do povo Moche, pede tutoramento e produz até 200 frutos por planta. Veja os dados da Embrapa e como pensar um projeto vertical.

Maxixe-do-reino com frutos

Com folhas recortadas e frutos verdes, ocos por dentro, o maxixe-do-reino é uma trepadeira de crescimento rápido que cobre uma pérgola inteira numa temporada. É uma planta de longa história: segundo a Embrapa, aparece representada em cerâmicas de uma civilização peruana anterior aos incas.

Um aviso de método: este guia se baseia numa ficha técnica da Embrapa Hortaliças, lida na íntegra, que descreve o cultivo em canteiro e em campo. Quando o texto adapta algo para vaso ou varanda, isso aparece marcado como inferência, e não como dado da fonte.

Quem é

Cyclanthera pedata, família Cucurbitaceae, trepadeira anual nativa da América tropical andina. Produz ramos ocos com vários metros, com gavinhas para se fixar, folhas denteadas de 8 a 18 cm de largura e flores brancas. Os frutos são bagas lisas de até 15 cm, ocos no centro, com 10 a 15 sementes. Nomes populares: chuchu-de-vento, maxixe-fofo, maxixe-peruano, boga-boga e caihua.

Apesar da origem nas terras baixas dos Andes, a ficha registra que é muito difundido em regiões tropicais da Amazônia e no semiárido da Bahia e de Minas Gerais.

Um alimento milenar

A Embrapa conta que o cultivo é de domesticação milenar, comprovado por representações em cerâmicas do povo Moche, civilização pré-incaica do norte do Peru que teve seu auge entre os séculos I e VIII. A planta se dispersou pelas Américas provavelmente ainda antes da chegada dos europeus. Nos Andes, há um parente selvagem, Cyclanthera explodens, que cresce até 2.600 m de altitude e é chamado de “planta dos pobres”. Hoje tem valor comercial no Peru e na Colômbia, com relatos de cultivo na Inglaterra e na China.

Frutos de maxixe-do-reino
Foto: Blanka Luppová / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. página da foto.

Plantio

  • por sementes, 2 a 3 por cova;
  • solos leves, bem drenados e ricos em matéria orgânica;
  • tutoramento obrigatório, em espaldeira ou parreira;
  • plantio no início do período chuvoso, de setembro a janeiro, conforme a região;
  • adubações de cobertura, especialmente com nitrogênio, potássio e matéria orgânica.

No campo, o espaçamento é de vários metros entre covas. Na varanda (inferência), isso indica uma planta por vaso grande e uma estrutura vertical robusta (tela, treliça ou pérgola), porque ela cresce muito. Veja como aproveitar as alturas da varanda.

Colheita

Quando os frutos chegam a pelo menos 10 cm, a partir de 150 a 180 dias, podendo se estender por até 6 meses. A produção média pode chegar a 200 frutos por planta.

Na cozinha

O sabor fica entre pepino, maxixe e pimentão, às vezes levemente amargo. Frutos bem jovens vão crus em saladas ou em conserva; os maiores, cozidos, refogados ou recheados. As pontas das hastes também podem ser refogadas, como a cambuquira da abóbora. Na gaveta da geladeira, em saco plástico, duram 5 a 7 dias. A receita da ficha: frutos cortados ao comprido, sem sementes, recheados com carne moída temperada e assados por 15 a 20 minutos.

Perguntas frequentes

Maxixe-do-reino é o mesmo que maxixe comum?
Não. É outra espécie, Cyclanthera pedata, apesar de ser da mesma família.

Precisa de tutor?
Sim. A Embrapa recomenda espaldeira ou parreira.

Quando plantar?
No início do período chuvoso, de setembro a janeiro, conforme a região.

Fontes

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Equipe Varanda Nativa

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